TRADUÇÃO - DIVA: THE
VIDEOS COLLECTION


(Tradução por Aerton Calaça, Natal, RN, Brasil)
 



INTRODUÇÃO:

  "Olá a todos. Sou Sarah Brightman e gostaria de dar-lhe as boas vindas à minha coleção completa de vídeos. Esta coleção inclui todos os vídeos ou a maioria dos vídeos nos quais tive participação desde o início de minha carreira até agora.
Foi um imenso prazer realizá-los e espero que goste."



01. PIE JESU – Álbum: Requiem – Ano de lançamento: 1985 – Dirigido por Stephen Frears.

   "A música “Pie Jesu” foi provavelmente uma das primeiras peças que cantei e gravei do repertório de Andrew Lloyd Webber. Se não me engano, Andrew sempre quis compor música com o texto em Latim da Missa do Requiem e no início dos anos 1980 nós estávamos descansando em um hotel em Nova York e num domingo pela manhã ele estava lendo um dos jornais da cidade onde havia uma reportagem sobre dois irmãos, um menino e uma menina, presos numa situação política e era uma situação muito angustiante e foi naquele momento que ele começou a escrever o Requiem e eu gravei essa peça com Plácido Domingo e Paul Miles-Kingston sob a regência de Lorin Maazel e foi provavelmente a primeira peça clássica que eu gravei.
À época eu era muito jovem e lembro de ter entrado no estúdio, acho que foi o Abbey Road, e Lorin Maazel estava lá, Plácido Domingo, um imenso coral, o pequeno coralista Paul Miles-Kingston e, claro, uma orquestra imensa e eu estava absolutamente aterrorizada e acho que talvez eu estava usando a vestimenta imprópria porque entrei, e estamos falando aqui do início dos anos 80, com uma micro-mini-saia de couro vermelho muito, muito curta e uma jaqueta de couro vermelho e Lorin olhou para mim, houve silêncio total e ele olhou para a orquestra e todos começaram a aplaudir e esse foi o início da minha sessão orquestral da gravação de “Pie Jesu” e foi, na verdade, bastante divertido e nada sério e todos cantamos com muita alegria.
Stephen Frears dirigiu o vídeo, que se passou no norte da Irlanda onde uma bomba tinha atingido uma área onde havia crianças e pessoas presas sob os escombros e o pessoal usou uma câmera especial para descobrir onde elas estavam soterradas de modo que pudessem iniciar a tentativa de resgate.
Gravamos parte em uma área do interior e estávamos no meio do inverno e com muito frio, e também gravamos em uma capela e, obviamente, algumas partes foram filmadas na Irlanda."

-Sarah recebeu sua primeira indicação ao Grammy como “melhor cantora clássica” por sua interpretação no álbum “Requiem”.



02. THE PHANTOM OF THE OPERA – Álbum: The Phantom of the Opera – Ano de lançamento: 1986 – Dirigido por Ken Russel.

   "Andrew sempre quis compor música para a estória do Fantasma da Ópera. Claro que no passado isso havia sido um incrível filme em preto e branco e era uma estória que todos adorávamos e conhecíamos.
Eu acho que o que o inspirou ou o que o levou a finalmente começar a compor foi que lá estava eu perambulando, aprendendo minha música clássica, praticando minhas escalas todos os dias ao piano e ele tinha escrito a peça para uma Soprano bastante tempo antes do musical e acho que ele pensou, na época “OK, aqui está a parte de Christine, ela é uma Soprano, cantora, esse é o Fantasma, esse é o momento perfeito para começar”. E então ele começou e eu me lembro da canção original “The Phantom of the Opera”. Nós morávamos no interior naquela época e ele tinha seu piano, eu trabalhava em um momento, cantava em outro e ele me chamou e fez um pequeno teste, daí eu voltava e ele dava continuidade de modo que a composição mesmo foi feita em um período de tempo muito, muito curto e acho que nós na verdade não sabíamos onde aquilo iria dar, o sucesso que seria, foi tudo pura diversão, a diversão por ser criativo daquela maneira e por sermos capazes de nos ajudar.
Mike Batt produziu “The Phantom of the Opera” com Andrew Lloyd Webber, eles produziram a gravação, e eu cantei com Steve Harley, o qual foi uma escolha um tanto ousada e incomum na época e ele adorou fazer isso.
Tivemos um dia muito bom no estúdio porque foi muito tempo antes do musical e nós ainda estávamos fazendo experiências e mixar a música da ópera com um grupo de rock foi muito divertido, todas as guitarras, e na verdade funcionou muito bem, não foi nada difícil. Acho que isso se deu porque havia uma estória de verdade e lá estávamos nós representando e no final tudo terminaria sendo uma peça de musical e, em seguida, um filme.
E era um desafio quando ouvíamos a palavra “Vai”, todo mundo queria ver esse musical, queria comprar o disco, ninguém conseguia ingressos porque estava tão lotado e por muito tempo e não acho que nenhum de nós esperava que fosse o sucesso que seria e ainda é mundo afora, tornando-se um filme, e acabando em Las Vegas fazendo tudo o que ainda consegue fazer.
Ken Russel dirigiu o vídeo de “The Phantom of the Opera” e foram dois maravilhosos dias de loucura. Ele construiu um cenário maravilhoso com um lago, barco, o calabouço, os portões, camarins e aqueles figurinos impressionantes.
Nós tínhamos uma maravilhosa equipe de filmagem ao nosso redor, o que foi bastante útil, e ele foi um diretor perfeito para isso, ele é um tanto exuberante, muito dramático e entende a época na qual a estória do Fantasma da Ópera foi escrita. Ele tinha um tipo de imagem pré-Rafaelita que queria usar e, claro, com toda a experiência de todos os filmes que ele dirigiu no passado, tudo isso foi para o vídeo e foi uma experiência maravilhosa.
Lembro-me de quando estávamos nos preparando para o vídeo ele obviamente queria falar com os atores e fazer um tipo de trabalho de aquecimento antes de ter de descobrir como eram, quais eram nossas necessidades, como víamos nossas participações de modo que pudéssemos ter um pequeno diálogo como subtexto e eu estava conversando quando, naquela época, eu estava tão aterrorizada e era tão nova em tudo aquilo e tudo era tão novo para mim, que eu estava agindo de uma maneira incrivelmente séria e lembro-me de ele sentado num sofá e ele disse: “Sabe de uma coisa, Sarah? Porque a gente não tenta fazer o vídeo com você sentada em um carro esportivo americano rosa-choque com suas tetas aparecendo?” e eu fiquei tão... aquilo foi o suficiente para me deixar relaxada com ele. Claro que ele estava apenas tentando me fazer sentir melhor, o que realmente aconteceu."

-O álbum com o elenco de “The Phantom of the Opera” vendeu mais de 25.000.000 de cópias.
-Steve Harley foi vocalista da famosa banda dos anos 70, “Cockney Rebel”.
-Sarah participou das estréias em Londres e Nova York.
-“The Phantom of the Opera” tornou-se a ópera mais famosa de todos os tempos.
-Ken Russel dirigiu – entre muitos outros – os filmes “The Devils”, “Tommy”, “Mahler, uma paixão violenta”, “Lizstomania”, “Lady Chatterley” e “Viagens Alucinantes”.



03. WISHING YOU WERE SOMEHOW HERE AGAIN – Álbum: The Phantom of the Opera – Ano de lançamento: 1986 – Dirigido por Ken Russel.

   "Christine perdeu seu pai há algum tempo e isso é, obviamente, bastante perturbador para ela, que sempre retornava ao túmulo e orava e falava com ele e desejava que eles estivessem juntos novamente mas, ao mesmo tempo, precisava dizer adeus para ele, libertá-lo e acho que isso é um daqueles momentos dolorosos onde ela está preparada para fazer isso porque está crescendo, está apaixonada e é sobre isso que o vídeo fala.
No dia da filmagem, fomos para um cemitério muito bonito e famoso do século XVIII em Londres e estava muito frio, acho que foi um dia de Janeiro e lembro-me de estar muito satisfeita com o figurino, que originalmente havia sido feito para uma atriz muito, muito magra de Hollywood e eu estava absolutamente feliz de poder caber nele mas ele foi perfeito para a cena e para todo o cenário.
Ken Russel dirigiu o vídeo que ficou com uma aparência bastante pré-Rafaelita. “Veja, eu quero um tipo de pinturas pré-Rafaelistas antigas ou poderia ser de lantejoulas, bastante doloroso, bastante obscuro, bastante comovente”.



04. AMIGOS PARA SIEMPRE – Álbum: Surrender – Ano de lançamento: 1995 – Dirigido por Hugh Hudson.

   “Amigos para siempre” foi, na verdade, composta para o final, ou Cerimônia de Encerramento, dos Jogos Olímpicos de Barcelona de 1992.
Na verdade eu não fui a escolha original para essa canção, mas Gloria Estefan que, por algum motivo, não pôde comparecer e me perguntaram com urgência se eu poderia ir e interpretar este dueto com José Carreras. Ele já tinha colocado sua parte vocal então eu entrei no estúdio e cantei. Foi maravilhoso porque aconteceu tão depressa e de uma maneira tão espontânea e eu achei que a peça era, de fato, muito gostosa de se cantar, uma bela obra de arte.
Então fomos para a Espanha e filmamos na Arena dos Jogos Olímpicos, a qual, na época, ainda estava sob construção e faltavam poucas semanas para os jogos e eu lembro de ter pensado: “Oh, meu Deus, será que eles vão conseguir terminar isso a tempo e construir a tempo?”. Mas, de fato, eles conseguiram e no dia do evento, lembro-me de ter ficado no topo da escadaria com José Carreras e o local onde deveríamos começar a cantar ficava na parte inferior dessa escadaria, muitos, muitos, muitos degraus abaixo até a plataforma onde deveríamos cantar e levava, sei lá, uns dois minutos talvez para descer até lá. A música começou, José olhou para mim e disse: “Sarah, nós temos que descer a escadaria e estar lá embaixo antes que nossa parte comece”. Então corremos até lá e ficamos completamente sem fôlego quando chegamos ao fim e lembro de olhar para ele e ele tinha uma cor azul no rosto e provavelmente eu também devido a maquiagem e nós começamos e terminamos de uma forma incrível. Então, essa é a lembrança de pânico deste evento.
Mas a filmagem de “Amigos para siempre” foi num belo dia e nós filmamos em todas as partes do estádio, que era magnífico, maravilhoso e muito enaltecedor, e José Carreras foi, vocês sabem, um ótimo parceiro de trabalho.
E à noite nós fomos para... acho que foi um prédio em Barcelona e cantamos lá com uma platéia, então tivemos duas expressões diferentes para a canção. Foi um ótimo dia.
Nós estávamos cientes de que havia aproximadamente de dois a três bilhões de pessoas assistindo a este evento bem como desta imensa arena lotada de milhares de pessoas, então no final tudo foi uma situação bastante assustadora mas acho que às vezes em situações como esta tudo é incrivelmente enaltecedor, ou seja, se apresentar em uma das cerimônias para os jogos de Barcelona é uma grande honra e esta canção acabou sendo um grande sucesso em muitos, muitos países diferentes e é algo especial, sabe, quando estou cantando concertos clássicos com José Carreras em diferentes partes do mundo, é algo que a platéia quer ouvir, então me sinto bastante privilegiada de ter sido parte disso."



05. CAPTAIN NEMO – Álbum: Dive – Ano de lançamento: 1993 – Dirigido por Howard Greenhalgh.

   “Captain Nemo” veio do álbum Dive, que produzi com Frank Peterson. Foi o nosso primeiro álbum de muitos que gravamos juntos.
Eu morava em Los Angeles na época e estava cantando em um evento beneficente, sem contrato com nenhuma gravadora, eu realmente não sabia naquele momento o que eu faria em seguida e Jerry Moss, que dirigia A&M na época e por acaso estava neste evento e eu estava cantando uma peça de Mozart e perto dali estavam sentados Bruce Springsteen cantando suas peças, Madonna cantando suas peças e Whitney Houston cantando suas peças, então, de certo modo, eu estava meio deslocada mas a platéia foi absolutamente fantástica e meu agente recebeu uma ligação no dia seguinte de uma gravadora dizendo “nós adoraríamos assinar um contrato com a Sarah por ela ter cantado esta peça de Mozart”, então eu pensei “OK, que ótimo, que interessante” e fui lá encontrar com eles e eles disseram: “E então, o que você gostaria de fazer?” e naquela época eu estava bastante interessada em trabalhar com algo que fosse bastante temático e bastante interessada neste álbum que havia sido lançado nos Estados Unidos e fazia muito sucesso mundo afora chamado Enigma. Eu realmente queria trabalhar com um dos criadores do grupo. Então, com o contrato da gravadora em mãos, fui lá e conheci Frank que havia trabalhado com o Enigma e começamos a falar e ele vinha de uma experiência e produção bastante dançante e, claro, eu vinha do clássico, do teatro e interpretação musical mas ambos conhecíamos nossa música e amávamos música de todos os tipos e temos uma grande compreensão de vários estilos musicais. Então, pensamos “OK, vamos começar a trabalhar juntos”.
No vídeo de “Captain Nemo” nós usamos algumas cenas de baleia, também filmei em estúdio e acho que a maneira como o vídeo foi produzido e as técnicas que usaram fez dele algo bastante fluído com imagens sobrepondo imagens e foi um tipo de obra de arte, e muito, muito bonito, tenho muito orgulho deste vídeo. E ele foi bastante contemporâneo para sua época e muito, muito diferente e eu adoro todos os tipos de comentários Franceses que ele lembra pois foi um tanto abstrato e bastante artístico."

-O álbum “Dive” teve seu sucesso inicial no Canadá, onde alcançou disco de platina.
-“Captain Nemo” foi a primeira canção que Sarah e Frank Peterson gravaram juntos.
-Jerry Moss foi o “M” da gravadora A&M, com Herb Albert sendo o “A”.
-“Enigma” teve um hit mundial com a canção “Sadness, Parte 1”.
-O submarino usado no vídeo é o modelo original construído para o filme “20.000 léguas submarinas”.
-Neste filme, baseado num romance de Júlio Verne, “Nemo” era o nome de um misterioso capitão a bordo de seu submarino “Nautilus”.



06. A QUESTION OF HONOUR – Álbum: Fly – Ano de lançamento: 1995 – Dirigido por Joachim Kirschstein.

   "Aconteceria uma luta de boxe com o famoso boxeador Henry Mask na Alemanha e perguntaram ao meu produtor se poderiam criar uma canção para ele para que fosse apresentada neste evento.
Já que eu estava por aí cantando minhas peças de ópera e treinando em uma ária em especial de música clássica na época, eu e Frank demos uma olhada e ele disse: “Ei, Sarah, porque você não canta esta peça de Catalani, Andrò l’ontana, e nós criaremos algo para ela e isso seria muito dramático e muito especial para este evento”.
Então começamos a gravação e experimentamos algumas coisas, colocamos letra e esse foi o resultado de “Question of honour”.
Fui para o evento e devido eu não ter permissão de entrar no ringue de luta antes dos boxeadores eu tive de encontrar uma maneira de me apresentar fora dele ou, no meu caso, decidi me apresentar acima do ringue então eu me prendi a dois cabos, subi alto usando um vestido longo muito dramático, tipo operístico, e cantei a peça “Question of honour”.
Na época nós não tínhamos consciência do sucesso que esta peça seria e ela tornou-se um hit na Alemanha e, em seguida, em outros países e para mim foi, eu acho, o início bastante orgânico da minha criatividade para estas coisas de estilo mais operísticas com pop e rock e ambiente, sei lá.
O vídeo de “Question of honour” foi bastante difícil de se criar para o diretor, eu acho, e ele sentiu que precisava desconstruí-lo um pouco. Nós não queríamos a aparência óbvia de um fantasma usando um vestido de ópera cantando esta peça com um plano teatral de fundo. Ele queria brincar com o vídeo então fomos para uma parte destruída em Hamburgo, acho que foi no porto, e achamos este prédio antigo e eu cantei a peça usando um vestido branco bastante simples com flores no meu cabelo neste edifício bastante destruído e foi assim que se deu e acho que o resultado foi muito bom."



07. HOW CAN HEAVEN LOVE ME – Álbum: Fly – Ano de lançamento: 1995 – Dirigido por David Mallet.

   “How can heaven love me” veio do álbum “Fly”. “Fly”, de certa forma, foi bastante experimental. Queríamos trilhar um caminho mais pop, mais rock, com alguma música ambiente. Talvez não tenha sido meu álbum de maior sucesso entre todos os meus álbuns apesar de estar vendendo bastante em diferentes partes do mundo.
Mas acho que, de uma maneira bem divertida, foi uma ponte para mim antes de eu trilhar por um período de mais sucesso da minha carreira.
Eu interpretei “How can heaven love me” com Chris Thompson, que obviamente veio do Manfred Mann e fez bastante sucesso desde então trabalhando com todos os tipos de pessoas e ele foi um ótimo companheiro de trabalho e tinha a voz perfeita, o tipo de voz, para esta canção.
A primeira vez que encontrei com David Mallet, o diretor, foi quando eu era parte do grupo Hot Gossip no Kenny Everett Show. De alguma forma ele tem muito a ver com a minha vida durante a minha carreira e, claro, este vídeo, “How can heaven love me” e eu lembro naquela época, em um certo dia, ele tinha quebrado a perna ou tinha se machucado então ele dirigiu todo o vídeo de uma cadeira de rodas e David é um tanto trabalhador e um tanto louco e mergulha fundo no que está fazendo e é bastante animado e ele rodava a cadeira de rodas, subia e descia as rampas e num dado momento ele caiu de lado e foi um dia muito, muito louco.
E, por algum motivo, eu me inspirei em uns cartazes de propaganda russa que havia visto e eu queria aquela aparência e aquele sentimento no vídeo. Havia um pouco de ira no vídeo e muito poder e nós trouxemos isto para a tela e eu sei que foi algo um tanto diferente de se fazer mas muito divertido."

-A letra foi inspirada num poema de Nietzsche.
-A parte falada foi feita por Andrew Eldritch, de “Sisters of Mercy”.



08. TIME TO SAY GOODBYE – Álbum: Timeless – Ano de lançamento: 1997 – Dirigido por Joachim Kirschstein.

   "Frank Peterson foi questionado se eu poderia cantar uma canção para o boxeador Henry Mask em homenagem à sua última luta que iria acontecer na Alemanha.
Eles queriam especificamente um dueto e nós estávamos procurando e tentando achar algo e eu não conseguia pensar em nada e então uma amiga nossa meio que mencionou que havia um Tenor cego que havia acabado de gravar um álbum e que havia sido lançado e ela disse que o álbum tinha essa canção específica. Ela disse que o álbum era de um sucesso particular mas também disse: “Eu acho que se você está procurando por um companheiro para fazer um dueto, essa pode ser é a pessoa certa”.
Então eu comprei o álbum de Andrea Bocelli e escutei a primeira canção e pensei: “Meu Deus, esta canção é impressionante”. Eu não senti que ela havia sido produzida da maneira que eu senti que deveria ser então eu disse ao Frank: “Eu realmente acho que esta canção pode ser o dueto. Você pode entrar em contato com Andrea e ver se ele teria interesse em fazer desta maneira?”. Então, entramos em contato com Andrea, ele ficou muito, muito feliz por fazê-lo e veio até Hamburgo e nós gravamos a canção em muito pouco tempo e Frank meio que a reproduziu por completo e também colocamos letra em Inglês.
Henry Mask adorou esta canção e já que eu havia feito um sucesso enorme na sua luta de boxe anterior e ele também gostou de Andrea Bocelli, ficou muito feliz de ter esta canção como dueto e nós fomos até a arena onde aconteceu a luta, cantamos antes do evento e até aí foi um sucesso imenso.
“Time to say goodbye” meio que envolve tudo. Apesar de ser uma peça muito bonita, melódica, há algo nela bastante familiar para as pessoas. Eu pesquisei por entre várias peças de música do passado para saber de onde ela poderia ter vindo. Ela é simplesmente um daqueles tipos de peças perfeitas e acho que para muitas pessoas e fato de o título ser em Inglês, e é um título bastante comovente, “É hora de dizer adeus”, mas ao mesmo tempo é bastante glamoroso porque é em Italiano e possui aquele tipo de som Italiano de soluço e parece meio operístico mas não é. É um dueto de amor, fala sobre horizontes e distâncias e amor à distância então ela meio que possui um pouco de tudo e é simplesmente uma daquelas canções permanentes. E acho que vai ficar para sempre."



09. JUST SHOW ME HOW TO LOVE YOU – Álbum: Timeless – Ano de lançamento: 1997 – Dirigido por Rudi Dolezal & Hannes Rossacher.

   "A primeira vez que ouvi a versão original de “Just show me how to love you”, não gostei de maneira nenhuma, e acho que ela era originalmente uma canção Italiana e possuía esses elementos meio que estranhos. Eu realmente não achei que pudesse fazer alguma coisa com ela.
Porém, meu produtor, Frank Peterson, disse: “Veja só, Sarah. Eu sei que isso pode dar em algum lugar e deveria ser um dueto”. Então, perguntamos ao Tenor José Cura se ele teria interesse em interpretar a peça comigo e ele disse que sim e nós fomos para o estúdio e fizemos uma experiência.
José Cura é um maravilhoso músico e também rege muito bem e canta muito bem e, para falar a verdade, eu estava mesmo bem atrás do seu trabalho porque eu sei que ele é perfeccionista e, de fato, quando o encontrei ele estava meio atordoado mas foi muito, muito gentil e me ajudou com certas coisas mas sou eu quem entendo melhor da coisa mais popular então foi uma boa combinação e quando nós filmamos o vídeo nós o fizemos em Paris e Hannes Rossacher foi o diretor e ele filmou, como vocês podem ver no vídeo, em espaços bastante interessantes, caixas nas ruas com pessoas dentro delas entrelaçadas e então podemos ver José Cura e eu meio que entrelaçados cantando um para o outro e eu senti que foi um dia bastante alegra e adoro Paris mesmo assim e foi uma idéia bastante interessante.
Quando José Cura veio para o estúdio naquela manhã, certamente mais próximo de seu mundo de ópera, ele usava uma jaqueta bastante conservadora que lhe dava uma aparência muito legal mas não era bem o que o diretor obviamente queria ver nele. Então, Hannes perguntou a um membro de sua equipe, que estava usando esta belíssima jaqueta de couro bastante estilística, se ele poderia empresta-la para José e José imediatamente pôs a jaqueta e completamente mudou sua performance. Ele de repente meio que teve uma injeção de rock and roll devido a jaqueta e fez sua parte. Então, bom trabalho Hannes."

-Sob o título original de “Tu cosa fai stasera”, foi um grande sucesso nos anos 70 com o cantor pop Ricardo Fogli.
-José Cura também fez o dueto com a Sarah em “There for me”.



10. EDEN – Álbum: Eden – Ano de lançamento: 1998 – Dirigido por Michael Geoghagan.

   "A canção “Eden” foi originalmente gravada pelo grupo Hooverphonics. Eu já os vi em concertos e realmente gosto do seu trabalho e senti que eu poderia interpretar esta canção à minha maneira então eu abordei, gravei e na verdade ela se tornou uma das canções principais do álbum Eden.
Nós gravamos o vídeo na Round House, em Londres, e eu nunca havia visitado o porão, que era muito, muito sombrio e muito interessante. Então, tivemos um ótimo dia lá embaixo nas profundezas deste estabelecimento antigo em forma de monumento em Londres.
Nós queríamos algo que fosse um pouco fantasmagórico, um pouco estranho, sombras ao fundo, locais subterrâneos, um pouco estranho mas não tão óbvio e acho que era isso que realmente estávamos tentando alcançar, não necessariamente o que a letra dizia mas apenas o clima da canção."

-“Hooverphonics” é uma banda Belga de Trip-Hop Eletrônica.
-O canto gregoriano foi feito pelo coral Britânico Gregorian.



11. WHO WANTS TO LIVE FOREVER – Álbum: Timeless – Ano de lançamento: 1997 – Dirigido por Alexander Hemming.

   "Sempre que interpreto uma peça, eu só vou adiante se sentir que posso trazer algo de novo a ela e também se eu sentir que posso me ajustar a ela e me sentir bastante à vontade como se você pudesse torná-la obra sua.
Quando me foi sugerido tentar “Who wants to live forever” eu realmente tive de pensar a respeito porque é uma peça tão monumental, há tanta reflexão e sentimento nela e, claro, com a morte de Freddie Mercury, eu hesitei bastante.
Porém, pensei: “Vou tentar e ver no que dá” porque é uma peça tão poderosa e a idéia de ter a orquestra envolvendo e toda a paixão e toda a tristeza e a esperança que ela transmite.
Eu senti que ela tinha um tom bastante operístico e, claro, Freddie Mercury sempre gostou de ópera e eu sei que ele adorava cantar ópera e suas peças tinham essa inclinação e Brian May, claro, meio que compôs com esse tipo de sentimento de música bem como com esse estilo.
Então, pensei: “OK, vou tentar e ver no que dá” e, de fato, ficou muito, muito legal e muitas pessoas querem me ver interpretá-la em concertos hoje em dia.
Então, fizemos este vídeo. O vídeo provavelmente não foi um dos meus favoritos. Ele foi na verdade mais suave do que a canção sugeria mas acho que era inverno quando filmamos, e deslocar-se até os locais de filmagem era um tanto perigoso devido às condições do clima então nós decidimos fazer em estúdio.
Mesmo assim, é um vídeo bastante bonito e a canção em si é incrivelmente tocante."

-“Who wants to live forever” foi composta para o filme “Highlander”.
-A canção foi gravada nos Estúdios Abbey Road, com a Orquestra Sinfônica de Londres.



12.DELIVER ME – Álbum: Eden – Ano de lançamento: 1998 – Dirigido por Rudi Dolezal & Hannes Rossacher.

   “Deliver me” veio, na verdade, de uma de minhas apresentações da turnê Eden. Esta veio da primeira apresentação e foi filmada na África do Sul. Foi incrível porque a canção precisa de um maravilhoso coral por trás e porque ela possui tons bastante religiosos, é bastante Cristã, então nós perguntamos se um dos corais da área poderia nos ajudar e o coral veio e eles foram absolutamente impressionantes, eles eram tão amistosos e realmente entenderam como cantar esta parte e foi um sentimento maravilhoso estar ali no palco com todas estas pessoas da África cantando com seus corações, foi um sentimento maravilhoso.
Já que estávamos filmando e eu estava apresentando a turnê Eden na África do Sul, para a peça “Deliver me” parecia óbvio que o diretor Hannes Rossacher e eu deveríamos usar um pouco das imagens que nos rodeavam. Lá estávamos nós, no meio da África, com todos estes belos animais, belíssimas paisagens e todas estas belíssimas pessoas ao nosso redor e essa foi a justificativa para usarmos isso nas filmagens."



13. ANYTIME, ANYWHERE – Álbum: Eden – Ano de lançamento: 1998 – Dirigido por Rudi Dolezal & Hannes Rossacher.

   "Há algumas peças de música clássica instrumental que eu sempre pensei eu introduzir uma linha vocal e em especial com “Anytime, anywhere” eu senti que poderia acrescentar algo a esta peça, uma linha vocal, usando a linha melódica original, claro.
Então, entrei em contato com um letrista e o resultado foi muito bom, obviamente nós acrescentamos outra parte, que era nova. Mas tenho feito isto com várias peças clássicas instrumentais e às vezes o resultado é muito bom.
Ela tornou-se tão popular que eu sempre cantei nas minhas diferentes turnês nos últimos oito anos, acho que provavelmente porque “Anytime, anywhere” é uma peça tão familiar porque já existe há tanto tempo e apesar de as pessoas talvez não saberem de onde ela vem elas vão reconhecê-la.
Para “Anytime, anywhere”, fizemos o vídeo em Sevilha, num belo, belo prédio velho e Rudy Dolezal foi o diretor deste vídeo e foi maravilhoso estar neste edifício porque havia estas escadarias belíssimas e a cerâmica no prédio era incrivelmente antiga e os portões e as fontes, e o mosaico era incrível e foi bastante fácil filmar porque o ambiente na verdade estava ali para nós."

-A faixa é baseada no “Adagio" de Tomas Albinoni.



14. NELLA FANTASIA – Álbum: Eden – Ano de lançamento: 1998 – Dirigido por Simon Fowler.

   "Eu sempre quis cantar a música de Enio Morricone e, claro, para algumas peças ele já havia composto com vocais para seus filmes ou qualquer coisa que estivesse gravando.
Mas havia uma peça em particular que não foi composta para voz e durante alguns anos eu escrevi para ele tentando convencê-lo a me deixar pôr uma linha vocal para ela e finalmente ele rendeu-se e disse: “OK, você pode fazer”. E tem sido um sucesso maravilhoso, e muitos, muitos outros cantores têm feito versões a partir da minha versão e acho que Signor Morricone hoje está bastante feliz com isso.
Eu acho que, provavelmente como compositor, quando se compõe uma peça especificamente para algo e há razões pelas quais ela é instrumental e não vocal, provavelmente é um tanto difícil para os compositores liberarem e vê-la sob outra luz."

-Famosas trilhas de filme de Enio Morricone incluem “Era uma vez no Oeste” e “Era uma vez na América”.
-“Nella fantatia” é parte da trilha sonora de “A Missão”.



15. A WHITER SHADE OF PALE – Álbum: La Luna – Ano de lançamento: 2000 – Dirigido por Paul Boyd.

   “A whiter shade of pale” foi uma peça que eu sempre amei desde criança e, de alguma forma, eu sempre soube que iria interpretá-la, cantá-la ou gravá-la em algum ponto uma versão dela.
Ela possui uma melodia bastante ascendente para mim e foi algo ao que eu sabia que minha voz se ajustaria bastante. De fato, nesta canção, eu tive de depender do que chamamos de registro de peito mais do que normalmente faço, mas foi muito bom fazer algo um pouco diferente.
Nós filmamos o vídeo em Los Angeles e, de início, eu queria fazê-lo no deserto. Claro, novamente devido às condições do clima, pois estava muito quente naquela época do ano para filmar no meio do dia, nós decidimos fazê-lo no estúdio e queríamos um cenário lunar um tanto funky, o que para mim foi um pouco irônico mas nos divertimos bastante, foi um dia muito, muito longo.
À certa altura, o diretor do vídeo queria uma cena lunar com alguns veículos espaciais então eles construíram todos estes modelos e acho que ele e a equipe riram bastante ao fazer estes modelos deslizarem por todo o cenário e destruí-los, sei lá. Então, tivemos muitas coisas bobas que aconteceram naquele dia.
Com os modelos de carros, todos acabaram sentados no chão rindo, completamente histéricos, porque ou eles não funcionavam ou destruíam os outros ou iam para direções erradas e acabaram não sendo usados no vídeo, então foi algo caro para se perder mas acabamos perdendo."

-A canção, que vem de um acorde progressivo de uma cantata de Bach, foi originalmente interpretada nos anos 1960 por Procol Harum.



16. AVE MARIA – Álbum: Classics – Ano de lançamento: 2001 – Dirigido por Simon Fowler.

   “Ave Maria” foi uma peça que eu sempre quis gravar e é muito bonita e minha voz é bastante adaptada para ela. É uma peça que cantei em concertos várias vezes antes e foi simplesmente uma alegria finalmente gravá-la e é uma peça que, obviamente, muitos, muitos artistas gravam.
Com “Ave Maria” eu queria fazer algo um pouco diferente na maneira como projetei minha voz em relação ao normal, eu queria impor mais ar na voz então há um quarto a mais de sussurro, de tipo de canção de ninar nela.
Muitas pessoas perguntaram: “Porque você está tão nua no vídeo? Porque é tão sensual quando todos sempre pensam que é uma peça religiosa?” e, na verdade eu acho, ou pelo menos me disseram, que quando Schubert compôs esta peça, ele compôs para uma garota que estava orando mas ao mesmo tempo estava pensando na pessoa pela qual ela estava apaixonada. Então, eu queria que o vídeo mostrasse uma impressão bastante sensual, amor e beleza e paz.
Eu fiquei um pouco incomodada pelo fato de as pessoas ou os poderosos realmente não terem compreendido o motivo por trás da sensualidade no vídeo."



17. KAMA SUTRA – Álbum: Live from Las Vegas – Ano de lançamento: 2004 – Dirigido por Rudi Dolezal & Hannes Rossacher.

   “Kama Sutra” foi composta por Mychael Danna, que já compôs muitas peças para filmes, belo compositor, e eu queria apenas fazer um vocalise para esta peça porque ela tinha essa impressão Hindu maravilhosa e foi usada no meu álbum Harem.
Para o vídeo de “Kama Sutra”, alugamos uma vila de Richard Bratson no Marrocos e era um prédio belíssimo, tinha quarenta quartos e belos jardins e era um lugar antigo muito, muito bonito e, para o vídeo, o diretor Hannes queria usar um quarto em particular que era muito, muito pequeno então apenas os dois atores no vídeo, uma bela garota e um belo rapaz, e ele próprio e, claro, o câmera e alguém da equipe que ele precisasse, o quarto era tão pequeno que eles eram as únicas pessoas que poderiam entrar e havia um monitor do lado de fora pelo qual todos estavam assistindo. É um vídeo bastante ardente e bonito e o casal estava se abraçando deitados na cama e muito, muito bem à vontade e bonito e o guardião desta vila em particular ficou tão incomodado, pois, obviamente, é um país muito religioso e o que pode não parecer nada para nós o incomodou e acho que ele pensou que estávamos fazendo um filme para adultos e ele ameaçou chamar a polícia então tivemos de parar de filmar imediatamente e acalmá-lo e explicar que tudo estava absolutamente sob controle, não havia nada de errado ali, que era apenas um vídeo sobre amor e paixão."

-Mychael Danna compôs trilhas para mais de 60 filmes, entre eles “Johnny Mnemonic, o cyborg do futuro”, “8 milímetros”, “Garota Interrompida”, “Um casamento à Indiana”, “Hulk” e “Capote”.



18. HAREM – Álbum: Harem – Ano de lançamento: 2003 – Dirigido por Rudi Dolezal & Hannes Rossacher.

   “Harem", o álbum, fez muito, muito sucesso em todos os territórios Árabes e no Oriente Médio porque, obviamente, usou pitadas dessas áreas e os músicos eram de todas estas áreas e foi a primeira vez que minha música e meus álbuns puderam ser apresentados a estes países então fez muito sucesso lá, o que foi ótimo porque eu fui convidada para ir a todas estas áreas onde eu talvez nunca teria ido e foi maravilhoso conhecer as pessoas, cantar para todos, então foi um momento maravilhoso da minha vida.
Com “Harem", envolvemos muito da cultura Árabe do Oriente Médio e isso, obviamente, ajudou no sucesso que foi naquelas áreas e trouxe muito alegria para muitas pessoas por lá.
Para a canção “Harem", queríamos trabalhar com o arranjador Jazz Coleman porque ele havia trabalhado em particular com algumas das orquestras do Cairo e com vários músicos do Oriente Médio e dos territórios Árabes e, portanto, ele tinha bastante conhecimento nesta área, algo que eu e meu produtor, Frank, não tínhamos e Jazz é também um grande músico e arranjador, então ele veio para o estúdio, trabalhou nesta peça e daí fomos para o Cairo, para diferentes áreas e trabalhamos com os músicos e ele foi muito divertido, ou seja, muitas pessoas o conhecem pelas suas piadas irônicas, que é totalmente o oposto na área de música, mas ele foi muito divertido e tem muito conhecimento quando se trata de orquestras e também de música clássica.
Quando filmei “Harem" eu queria muita coreografia nela porque a canção me sugere que ela precisava disso. Foi maravilhoso porque trouxemos várias mulheres da comunidade para fazerem parte do vídeo e dançarem e, aliás, enquanto eu estava no cenário nós trabalhamos muito a coreografia e, de fato, assistimos todo mundo dançando e se mexendo e, devido meu background lá atrás ter sido na dança, no balé e em grande parte dos movimentos nacionais, eu tinha de fato aprendido muito sobre o movimento de alguns dos territórios do Oriente Médio, movimentos indianos, movimentos das mãos, então assim eu fui capaz de trazer isto para essa coreografia apenas com base no meu conhecimento do passado."

-“Harem” (Canção do Mar) foi originalmente um fado Português dos anos de 1950.



19. FREE – Álbum: Harem – Ano de lançamento: 2003 – Dirigido por Rudi Dolezal & Hannes Rossacher.

   "A canção “Free” é na verdade uma canção um tanto desesperadora, é sobre alguém que perdeu alguém e está ansioso por sua relação com outra pessoa. Foi originalmente escrita em Alemão e daí eu re-escrevi a letra com Sophie B. Hawkins porque ela é uma letrista bastante específica e eu sempre adorei suas letras e acho que eu a escolhi porque pensei que ela seria muito boa para esta canção em particular.
Então, no vídeo há um pequeno sentimento de ansiedade e desespero, e é isso que eu queria mostrar.
Para o vídeo de “Free”, filmamos em Marrakesh na Escola Karanz, com belíssimos telhados e um belíssimo jardim com uma imensa fonte de água corrente bem no meio e eu lembro que tive de ser carregada até o meio desta fonte com as garotas nas laterais ao redor da fonte e foi um belo vídeo de se filmar e eu queria fazer uns movimentos bonitos com meus braços e no final eu tinha de jogar uma pomba para o alto, e isso nos tomou bastante tempo porque ela não entendia o que nós queríamos que ela fizesse, por isso dizem para nunca trabalhar com crianças ou animais ou criaturas.
Mas eu diria que, de todos os vídeos da coleção “Harem", este foi provavelmente o mais satisfatório e mais belo de se filmar."

-O solo de violino foi de Nigel Kennedy.
-Marrakesh é a capital do Marrocos.
-O vídeo faz parte da coleção “Harem – A Desert Fantasy” de Sarah.



20. STARSHIP TROOPERS – Single Starship Troopers – Ano de lançamento: 1998 – Dirigido por Paul Verhoeven.

   "Eu suponho que “I lost my heart to a starship trooper” foi, na verdade, o início de minha carreira de cantora. Eu havia treinado por muito anos como bailarina e como dançarina e tinha alcançado muito sucesso na trupe de dança Pan’s People e daí fui para um novo grupo de dança, Hot Gossip, que se apresentava naquela época no Kenny Everett Show, dirigido por David Mallet.
Naquela época, haviam me pedido para fazer algumas gravações, algumas experiências com alguns amigos meus, e aliás alguém tinha enviado uma fita com a minha voz para uma gravadora que pegou a fita e adorou a minha voz e me ligou certo dia do nada e disse: “Nós temos esta canção que precisa do seu tipo de voz e sua aparência para ‘I lost my heart to a starship trooper’. Você poderia vir até aqui e fazer uma experiência?” Eu fui e acabou ficando muito, muito legal e meu agente do Hot Gossip me perguntou o que eu estava fazendo, o que eu estava gravando e eu disse para ele e ele disse “Oh”, típico feitio dos agentes, “não seria uma boa idéia se colocássemos você e Hot Gossip no nome da gravação? Cantar isto com o Hot Gossip é a febre do momento”. Então eu disse: “OK, tudo bem”. Daí, tornou-se “I lost my heart to a starship trooper”, Sarah Brightman e Hot Gossip, e tornou-se um grande sucesso na Inglaterra, foi meu primeiro grande sucesso na Alemanha e Austrália e acho que na Suíça também e em vários outros lugares e foi o início de outra carreira para mim.
Alguns anos depois do sucesso de Starship Trooper houve uma grande reviravolta na música. O Punk-rock realmente ditava as regras na Grã Bretanha e o Disco estava ultrapassado e eu lembro na época de estar me sentindo incrivelmente envergonhada por ter gravado esta canção e me senti assim por muitos anos e, claro, quando eu estava numa entrevista, os jornalistas sempre diziam: “Oh, e sobre o Starship Troopers?” quando eu estava realizando algum concerto clássico ou falando de uma nova peça de música clássica e, claro, sempre lembro daquela época mas hoje quando olho para trás vejo que foi uma grande era, foi muito divertido estar envolvida naquele tipo de era Disco tardio com todos aqueles produtores e artistas fantásticos que apareciam. Foi bastante ultrapassado mas muito interessante e muito dançante."

-A canção foi re-gravada em 1997 para promover o filme de Paul Verhoeven – “Tropas Estelares”.



21. MUSIC OF THE NIGHT – Álbum: The Phantom of the Opera – Ano de lançamento: 1986 – Dirigido por David Mallet.

   “Music of the night” originalmente se chamava “Married Man” (Homem Casado) e quando me reuni com Andrew Lloyd Webber pela primeira vez nós estávamos nos divorciando da nossa história do passado e passando por um grande redemoinho de emoções e ele decidiu começar a compor esta canção e acho que Trevor escreveu a letra e a chamaram de “Married Man” e na verdade não fizemos nada mais, ela foi apenas composta e, mais tarde, ele estava compondo “O Fantasma da Ópera” e devido a música ter tamanho conteúdo emocional por trás, ele decidiu que essa seria a canção de amor do Fantasma, então, de fato, ela foi dada para Michael Crawford para que cantasse mas, claro, já que ela tem tanto significado para mim, eu sempre a interpreto em todos os meus concertos ao vivo e a platéia sempre gosta e ela agora se tornou uma daquelas canções padrão permanentes com muitos, muitos artistas interpretando, o que acho ótimo."



FINAL:

   "Este é o final da minha coleção de vídeo. Espero que você tenha gostado de assistir tanto quanto eu gostei de fazer por esses anos.
Obrigada.
Tchau."