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Alegre apesar dos contratempos em sua vida pessoal, a
cantora e atriz Sarah Brightman nos convida para conhecer sua casa em
Londres.
A
cantora inglesa Sarah Brightman é talvez mais conhecida na Inglaterra pelo
seu papel no musical O Fantasma da Ópera, escrito por seu marido na época,
Andrew Lloyd Webber. Mas seu novo álbum, Harem mostra o quanto ela
evoluiu desde aqueles dias. Aqui, Sarah, otimista apesar da recente
separação de seu companheiro de 11 anos, Frank Peterson, se mostra de
maneira sedutora e alegre em sua casa em Londres.
Treze anos após seu divórcio de Andrew Lloyd Webber, Sarah Brightman está
solteira novamente. A cantora/atriz de 43 anos recentemente separou-se de
seu companheiro nos últimos 11 anos, o alemão Frank Peterson, o produtor
da maioria de seus álbuns desde o início dos anos 90, incluindo o
recentemente lançado Harem.
É o mais recente revés na vida de Sarah que, por volta dos 30 anos e
depois de 2 casamentos terminados, sofreu 2 abortos e viu seu pai cometer
suicidio.
O que diz muito do caráter forte da estrela nascida em Hertfordshire é
que, enquanto lidava com tudo isso, alcançou tanto sucesso profissional.
Ela partiu para a fama com os grupos de dança Pan's People e Hot Gossip -
cuja canção I Lost My Heart To A Starship Trooper foi número 1 em 1978, o
mesmo ano em que Sarah casou com seu primeiro marido, Andrew
Graham-Stewart, empresário de uma banda de rock. Sarah participou do
musical Cats, de Andrew Lloyd Webber, e casou com o famoso compositor em
1984, um ano após o final de seu primeiro casamento. Andrew escreveu para
Sarah o papel de Christine em O Fantasma da Ópera, principal papel
feminino. Mas a parceria do casal terminou e eles divorciaram-se em 1990.
Ela continuou sendo uma estrela internacional, apresentando-se em
concertos ao redor do mundo, gravando vários álbuns e singles de sucesso,
incluindo duetos com Jose Carreras e Andrea Bocelli.
Apesar de estar solteira novamente, Sarah estava bastante alegre quando
foi fotografada para Hello! em sua casa em Londres e, embora muito
cuidadosa durante a nossa entrevista, provavelmente ela foi reveladora
tanto no que disse quanto no que deixou de dizer....
O seu novo álbum tem um imaginário bastante curioso – estará relacionado
com as suas últimas viagens pelo mundo?
"Sempre tive muito interesse em música do mundo, como a da Índia e do
Médio Oriente, e este era um projecto que tinha em mente há
alguns anos."
As fotos do álbum são bastante reveladoras, quase provocadoras – qual foi
a idéia para tal?
"Bem, existe muita sensualidade e feminilidade mística em torno deste
assunto, e eu quis transmitir isso nas fotos."
Você tem algumas casas pelo mundo, ainda chama Inglaterra de lar...
"Tenho algumas casas por todo o lado, por uma razão prática. Tenho uma em
Itália, onde vive o meu professor de canto, e porque muita da música
clássica provêm da Itália. Tenho outra em Espanha, onde vive a minha
família. Outra em Miami. E, claro, esta em Londres, pois nasci aqui. É a
mais importante e também a maior de todas."
O seu ex-marido, Lord Lloyd Webber, tem uma casa bem perto daqui – foi
coincidência?
"Sim, claro. O Andrew é um bom amigo e uma pessoa amável. Às vezes, ele e
a sua mulher Madeleine convidam-me para jantar na sua casa. Como não passo
muito tempo em casa, e como eles viajam bastante, isso não acontece com
muita freqüência."
No momento ele está envolvido na produção do filme "O Fantasma da Ópera".
Por que você não tem um papel nele?
"Na verdade, o papel de Christine é para uma jovem de 18 anos, e para
alguém da minha idade não pareceria verdadeiro. Se me tivessem oferecido o
papel, provavelmente teria dito "Acho que não é boa ideia". Mas desejo boa
sorte a todos, pois penso que é uma peça bastante difícil de representar,
visto que foi feita para palco e não para cinema."
Muitos dos fãs de Michael Crawford ficaram aborrecidos pelo fato do papel
de Fantasma não lhe ter sido oferecido para o filme – qual é a sua opinião
em relação a isso?
"Não faço comentários."
Existem
rumores que vocês nunca se entenderam muito bem – é verdade?
"Não faço idéia de onde isso saiu. Com certeza eu nunca disse tal coisa."
Muitas pessoas pensam que o tempo que passou
representando no "Fantasma da Ópera" foi o mais emocionante da sua
carreira – até que ponto estão corretos?
"Tudo aquilo que representei e gravei foi emocionante. O passado foi
emocionante, o presente é emocionante, e espero que o futuro também o
seja."
Quais são as probabilidades de no futuro, voltar a trabalhar com Andrew
Lloyd Webber ?
"Não faço a mínima idéia. Sinceramente, não quero entrar muito na onda
Andrew Lloyd Webber. Tanta coisa já foi falada sobre assunto que não vejo
o porquê de falar outra vez sobre isso."
Por que é que não voltou a representar musicais?
"Provavelmente porque tenho outra carreira onde sou bem sucedida. Eu
gravo álbums que vendem por todo o mundo, e realizo concerto em estádios
por todo o mundo. A minha vida é inacreditavelmente preenchida no
momento."
É conhecida por ser uma perfeccionista – acha que às vezes isso pode levar
a que seja interpretada como uma pessoa difícil?
"Não sei se sou uma perfeccionista. Gosto de fazer as coisas da melhor
maneira possível."
Da última vez que você apareceu no programa de televisão de Graham Norton,
mostrou uma parte bastante diferente de si...
"Oh, foi ele que me provocou! Me senti à vontade com ele."
Como é que o Andrew Lloyd Webber reagiu ao seu comentário, afirmando que
ele era "bem dotado"?
"Rimos muito disso. Ele viu como Graham me levou a dizer isso."
Até que ponto sente que, ao passar dos anos, você colocou a sua vida
profissional sobre a sua vida pessoal?
"Bastante. Mas não penso que poderia ter feito de outro modo. É muito
difícil fazer metade do que faço. Nunca fui muito boa em conciliar. Não
faço idéia como algumas mulheres conseguem conciliar carreira, casamento e
filhos, e ao mesmo tempo serem bem sucedidas. Tenho muita admiração por
elas, pois não seria capaz de fazer isso."
Não se arrepende de não ter sido mãe?
"Foi devastador das duas vezes que perdi os meus bebês. Não queria voltar
a ter que passar pelo mesmo outra vez. Todas aquelas que já passaram por
isso compreendem."
Qual o efeito de ter dois casamentos fracassados aos 30 anos?
"Não considero os meus casamentos fracassados. Considero-os como bons
tempos. O primeiro durou muito pouco pois éramos muito jovens na época. O
segundo durou o seu tempo. Às vezes as pessoas passam por tempos felizes
juntos, mas depois isso acaba. É a única maneira que tenho para descrever
isso. Fracasso é uma palavra tão negativa. A pessoa continua do mesmo
jeito, e se existe uma boa relação, apenas acontece que ambos decidem
partir por caminhos diversos."
Quanto tem sido difícil lidar com o fim da sua relação com Frank Peterson?
"É triste, mas acontece. Fomos bastante felizes juntos, mas foi algo
que teve a sua duração e agora é tempo de seguir em frente."
Acha que o fato de ter perdido o seu pai em 1992 tem alguma coisa a ver
com o início da sua relação com Frank?
"Talvez. Quem sabe."
Que efeito teve a morte do seu pai sobre você?
"Não queria entrar no assunto do suicídio do meu pai. Acho que você me
entende."
Que
relação tem com a sua mãe e irmãos?
"Maravilhosa. Sou uma de seis filhos e agora tenho quatro sobrinhas.
Todos os irmãos passam por altos e baixos, mas agora que somos mais velhos
gostamos e ajudamo-nos muito uns aos outros. Adoro a minha mãe. Sinto-me
cheia de sorte por ter tido os pais que tive. Apesar do meu pai já não
estar vivo, passei bons momentos com ele."
Será que as suas sobrinhas são os seus filhos adotivos, até certo ponto?
"Não, não mesmo. Elas são as minhas sobrinhas, as filhas das minhas
irmãs. As acho absolutamente fascinantes pois consigo ver pessoas da minha
família, e os seus pais, nas suas personalidades. É sempre um prazer estar
com elas."
E neste momento, existe algum homem na sua vida?
"Não, não existe, mas tenho a certeza que existirá um em algum
momento."
Namorar outra vez é algo que a assusta?
"Não, não mesmo. Adoro homens. Não vejo onde está o problema. Conheço
muitas mulheres, sobretudo em negócios que nunca se casaram e que dizem
'Acho será difícil namorar. Tornei-me irrequieta e ocupada', este tipo de
coisa. Acho que não terei qualquer problema. As coisas vão se ajustar,
tudo a seu tempo. Mas existem momentos na nossa vida em que precisamos de
espaço."
Encontra-se num desses momentos?
"Provalvemente. Mas não tenho pressa de fazer e experimentar tudo
aquilo que é socialmente aceitável, como casar. Vou limitar-me a seguir os
meus instintos e a aproveitar cada dia que passa."
Acha que seria difícil para mim ter uma companheira tão bem sucedida como
você?
"Nunca foi um problema durante os relacionamentos que tive."
Você pensa em casar outra vez?
"Nunca digo nunca."
Muito do seu tempo é gasto em trabalho, o que faz nos seus tempos livres?
"A maior parte da minha vida passo trabalhando, mas não gosto de chamar
de trabalho pois adoro o que faço. Passo muito tempo viajando e tento
conhecer o máximo que posso de cada país que visito."
Até que ponto acha que lhe foi dado o crédito que merece pelo seu
trabalho, como artista e como pessoa?
"Acho que todo o crédito que tenho foi merecido. Mas não estou à espera de
recompensas pois amo o que faço."
Gostaria de ser Dama Sarah um dia?
"Deus do Céu! Nem sequer pensei nisso. Soa como se eu estivesse numa
pantomima."
Quais são os seus objetivos no futuro?
"Gostaria de prosseguir no campo da música clássica, voltar à escola e
aprender orquestração e composição. Foi algo que fiz durante a minha
juventude, mas a representação acabou por tomar mais espaço."
É difícil envelhecer numa indústria voltada mais para um público jovem?
"Não acho que seja mais uma indústria voltada para público jovem. As
mulheres ainda são belas aos 60 anos de idade. Todos conhecemos mulheres
na indústria do entretenimento que ainda são fabulosas."
Como se sente pelo fato de que, não importa o que você faça, as pessoas
sempre lembram de você pelo seu trabalho em "O Fantasma da Ópera" e o pelo
fato de ter sido casada com seu compositor?
"Se é isso que as pessoas se lembram, então é com elas."
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Thanks to Ruy Sandro Trindade, from Portugal, for the translation to
Portuguese.
Obrigada Ruy Sandro Trindade, de Portugal, pela tradução para o Português. |