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Sarah Brightman nasceu no dia 14 de agosto de 1960 (signo de Leão), em
Berkhampstead, próximo a Londres, Inglaterra. É filha de Greenville
Brightman
e Paula Hall, e é a mais velha de seis irmãos: Nichola, Claudia,
Jay, Joel e Amelia.
Seu gosto pela arte revelou-se muito cedo: aos três anos começou dançando
balé clássico na Elmhurst Ballet School, e fazendo artes na Arts Educational
School. Era uma aluna muito atenciosa. Ao ser reprovada num teste para
ingresso na Royal Ballet School de Londres, Sarah voltou suas atenções para
a música. Começou suas aulas de canto aos quatorze anos, no Royal College of
Music.
Aos doze anos apareceu pela primeira vez em uma peça, dirigida por John
Schlesinger, e aos treze fez seu "debut" em musicais, no infantil I and
Albert, no Piccadilly Theatre, em Londres.
Na metade dos anos 70, aos dezesseis anos, se destacou no show de TV Pan's People, e aos dezoito anos alcançou as paradas de sucesso com a música I Lost My Heart To A Starship Trooper, juntamente com o grupo disco Hot Gossip
(que logo mudaria o nome para Sarah Brightman and Hot Gossip), que misturava
música e performance. Chegou a ser considerada um símbolo sexual na
Inglaterra durante esse período. Neste mesmo ano, Sarah casou-se com seu
primeiro marido, Andrew Grahan-Stewart, empresário da banda de rock
Tangerine Dream. O casamento durou pouco. Conta-se que os pais de Sarah não
sabiam da união, pensavam que o casal namorava e apenas moravam juntos.
Sarah não ficou muito tempo no Hot Gossip, pois necessitava uma carreira
mais sólida, achava que sua fama relâmpago de adolescente não iria trazer
algo concreto. Inscreveu-se em testes para o novo musical de Andrew Lloyd
Webber que estava sendo montado em Londres, Cats. Aos dezenove anos de
idade, ganhou o papel de Jemima (uma gatinha), na montagem de Cats no New
London Theatre.
Sarah atuou pouco tempo em Cats. Em 1982, estrelou a ópera para crianças The
Nightingale, no Buxton Festival de Londres.
Durante os testes para Cats, Sarah conheceu Andrew Lloyd Webber e a atração
entre os dois foi inevitável. Já separada de seu primeiro marido, Sarah e
Andrew casaram-se no dia 22 de maio de 1984 (dia do aniversário dele).
Nos anos que se seguiram, Lloyd Webber compôs diversos musicais, sendo Sarah
a sua musa. Em 1985, Sarah interpretou ao lado de Plácido Domingo a Requiem
Mass (Missa Réquiem), de Andrew Lloyd Webber, dedicada às vítimas do
terrorismo religioso na Irlanda. Houve apresentações em Londres e Nova York,
e Sarah foi indicada ao Grammy de "cantora clássica-revelação". Sarah não
levou o prêmio, mas Andrew ganhou por "melhor composição contemporânea de
música clássica". A Requiem Mass foi a primeira incursão de Sarah na música
clássica. Até hoje, ela costuma agradecer a Plácido Domingo pelo apoio e
compreensão naquela época. Pie Jesu, que Sarah interpretou originalmente
acompanhada do menino Paul Miles-Kingston, é um trecho do Requiem, e fez
muito sucesso na época, chegando a surpreender o próprio Andrew, que certa
vez afirmou jamais poder imaginar que uma peça clássica chegaria "ao topo da
lista dos mais vendidos".
Em 1984, Sarah fez o musical Song & Dance, também de Lloyd Webber. Em 1985,
participou de uma montagem da opereta A Viúva Alegre (The Merry Widow), no
New Sadler's Opera, no papel de Valencienne.
Porém, o grande sucesso viria em 1986, em um dos musicais mais famosos de
Lloyd Webber, The Phantom Of The Opera. O musical foi escrito especialmente
para Sarah, que atuava no papel principal (Christine Daaé). Lloyd Webber
diversas vezes afirmou que Sarah foi sua inspiração para o musical, tanto
que as canções foram compostas exatamente para o timbre de voz que Sarah
tinha na época (soprano coloratura). O musical fez muito sucesso em Londres,
esteando no Her Majesty's Theatre, em outubro de 1986, com o elenco original
formado por Sarah, Michael Crawford e Steve Barton. Em 1988, o musical foi
para Nova York, com o mesmo elenco, estreando na Broadway com ainda mais
sucesso do que fizera em Londres, permanecendo em cartaz até hoje. Sarah
recebeu uma indicação para o Drama Desk Award pelo papel de Christine Daaé.
Apesar de não ter feito The Phanton of The Opera por mais do que alguns
meses na Broadway, o sucesso foi tanto que até hoje os nova-iorquinos
lembram de Sarah por este trabalho.
Posteriormente, Andrew Lloyd Webber compôs mais um musical para Sarah,
Aspects Of Love, no qual ela também interpretava a personagem principal,
Rose. Em 1988, interpretou o papel de Carrie no musical Caroussel, e em 1988
gravou o tema do desenho animado Grandpa.
Em 1988, gravou seu primeiro cd solo, The Trees They Grow So High (que
também foi lançado com o nome Early One Morning), onde cantava música folk
com arranjos de Benjamin Britten, acompanhada apenas pelo piano de Geoffrey
Parsons.
Em 1989, lançou o segundo cd solo, produzido por Andrew Lloyd Webber, The
Songs That Got Away, formado por canções "perdidas" de musicais da Broadway,
ou seja, canções que foram originalmente compostas para os musicais mas
nunca chegaram a fazer parte deles. Neste cd, Sarah interpreta canções
desconhecidas de Stephen Soundheim, Irving Berlin, Leonard Bernstein, Noel
Coward, Andrew Lloyd Webber, e até mesmo Puccini, entre outros.
Em 1990, Sarah gravou seu terceiro cd, bem diferente dos anteriores. As I
Came Of Age, produzido por Val Garay, é um trabalho essencialmente pop, com
duas músicas de Andrew Lloyd Webber, e uma bastante conhecida do musical
Hair, Good Morning Starshine.
O segundo casamento de Sarah acabou em 1990, quando ela divorciou-se de
Andrew Lloyd Webber. Contudo, a amizade entre Sarah e Andrew permanece forte
até hoje. Ela continuou a interpretar suas canções e, em 1992, Sarah cantou
com o tenor espanhol José Carreras o tema das Olimpíadas de Barcelona,
Amigos Para Siempre, escrito por Andrew especialmente para ser o tema das
Olimpíadas naquele ano. O curioso é que Sarah não foi a primeira escolha de
Andrew para interpretar a canção. Ele havia convidado Gloria Estefan, que
recusou alegando que não tinha alcance vocal para interpretá-la (o que
certamente ficaria ainda mais evidente ao cantar em dueto com José Carreras).
Amigos Para Siempre foi o marco da abertura da carreira de Sarah para o
resto do mundo.
Em 1992, com o sucesso de Amigos Para Siempre, Sarah gravou mais um cd
produzido por Lloyd Webber, Sarah Brightman Sings The Music of Andrew Lloyd
Webber onde interpretava canções dos musicais do ex-marido, além da canção
tema das Olimpíadas. Este cd acabou transformando-se no show The Music of
Andrew Lloyd Webber, com o qual Sarah fez tour pelos EUA, Japão, Canadá e
Inglaterra.
Ainda em 1992, Sarah interpretou sua primeira peça teatral não-musical,
Trelawney of the Wells no Comedy Theatre, em Londres. Em 1993, estrelou
Relative Values, de Noel Coward, no Chichester Festival e depois no Savoy
Theatre, também em Londres. No final de 1994, interpretou Sally Driscoll em
Dangerous Obsession, e logo depois, foi Miss Giddens em The Innocents, no
Haymarket.
Nesta época, Sarah sofreu um grande golpe: em 1992, seu pai se suicidou. Ela
fala pouco sobre isso, mas nunca escondeu o fato do pai ter sofrido de
depressão que o levou ao suicídio, e o quanto isso a marcou.
Por passar anos casada com um artista importante e venerado na Inglaterra,
sendo sempre muito cobrada pela mídia, Sarah não se sentia livre em seu
próprio país. Após o divórcio, sentiu que precisava ganhar o respeito da
crítica e ter liberdade de viver sua vida e fazer seu trabalho,
desvinculando o seu nome do de Andrew Lloyd Webber.
Por esta razão, Sarah decidiu abandonar a carreira no teatro e mudou-se da
Inglaterra, indo morar algum tempo nos EUA (Los Angeles), e depois na Itália
e Alemanha para estudar canto, possibilitando conhecer melhor sua voz e
trabalhá-la em árias clássicas, o que sempre teve vontade de fazer. Essa
mudança exigiu muita coragem de sua parte, mas o retorno foi maior (e
melhor) do que ela mesma esperava.
Foi nos Estados Unidos, por volta de 1992 / 1993, que Sarah conheceu o
produtor alemão Frank Peterson. Na época, Sarah queria tentar algo
diferente. Conhecia Frank pelo seu trabalho com o grupo Enigma, que gravava
canto gregoriano em ritmo pop. Era exatamente o que Sarah queria fazer, ou
seja, misturar clássico e pop. Assim, Frank se tornou seu produtor. Em
pouco tempo começaram a namorar e o relacionamento durou até 2004, embora
ainda trabalhem juntos. Sarah considera Frank, acima de tudo, um grande
amigo, que a aconselha e apoia em todos os momentos.
Em 1993, Sarah gravou o cd Dive, produzido por Frank Peterson. Foi um
trabalho bastante diferente do que ela vinha fazendo até então, um cd
essencialmente pop.
Em 1995, Sarah voltou a trabalhar com Andrew Lloyd Webber e gravou o cd
Surrender - The Unexpected Songs, mais uma vez cantando músicas de Lloyd
Webber.
Ainda em 1995, lançou mais um cd pop produzido por Frank Peterson, Fly, que
contava com a participação de Tom Jones e Chris Thompson. Mais uma vez,
Sarah havia se "reinventado", como ela mesma gosta de dizer. Fly fez muito
sucesso na Europa, especialmente pela música Question Of Honour.
Mas foi em 1997, com a canção Time To Say Goodbye (Com Te Partirò), dueto
com o tenor italiano Andrea Bocelli, que Sarah atingiu o sucesso
internacional: o single da música vendeu 12 milhões de cópias, e o cd que a
contém, Timeless (lançado no Brasil e nos EUA como Time To Say Goodbye),
ganhou 21 discos de ouro e platina. Em Timeless, Sarah apresenta um estilo
próprio, misturando Puccini com Queen, Mozart com Gypsy Kings, acompanhada
pela Orquestra Sinfônica de Londres. Este cd originou um show, que
posteriormente foi lançado em VHS e DVD, Sarah Brightman in Concert - Live
at the Royal Albert Hall.
Em 1998, Sarah participou do concerto de Natal A Gala Christmas in Vienna,
na Áustria, cantando com o tenor espanhol Placido Domingo, o tenor alemão
Helmut Lotti, e o italiano Riccardo Cocciante, acompanhados pela Orquestra
Sinfônica de Vienna, regida pelo maestro Steven Mercurio. Este concerto foi
lançado em cd, VHS e DVD.
Com a produção de Frank Peterson, em 1998 Sarah lançou o cd Eden, que
originou o show One Night in Eden, com o qual Sarah viajou pela Europa e
EUA. O show marcava novamente seu estilo próprio e único de mesclar clássico
e pop, ainda mais evidente do que em Timeless. O mesmo ocorreu com o seu
próximo trabalho, o cd La Luna, lançado em 2000, seguido de uma série de
mais de 64 shows pelos EUA, além de Europa e Ásia, no final de 2000 e início
de 2001.
Sarah vem fazendo trabalhos cada vez mais elaborados, misturando clássico e
pop. Seus shows são verdadeiras performances ("visual extravaganzas", como
já foi dito pela imprensa), cada vez mais cheios de efeitos especiais e
emoções, envolvendo o público em pura magia. E é exatamente este o objetivo
de Sarah, levar o público para viajar com ela.
Sarah não tem filhos. Na época da tour do show One Night in Eden ela
engravidou, mas perdeu o bebê pouco tempo depois. Ela diz que não pensa mais
em ter filhos, mas que se acontecer, ficará muito feliz.
A imprensa costuma chamar Sarah de "classical crossover singer", por
misturar diversos estilos musicais, geralmente no limite entre o clássico e
o pop. Na verdade, a própria Sarah não gosta deste termo, alegando que ele
foi criado porque não sabiam como definir seu estilo. No Japão é conhecida
como uma estrela da ópera. A Inglaterra a conhece por seus musicais. Na
Alemanha é famosa por suas fusões de música clássica e pop. Já se apresentou
no Metropolitan Opera House em Nova York, no Tchaikovsky Hall em Moscou (com
a Orquestra Filarmônica de Moscou) e no Orchard Hall em Tóquio. Já cantou
com os tenores Placido Domingo, José Carreras, Andrea Bocelli, Jose Cura, e
com os cantores pop Richard Marx, Cliff Richard, Tom Jones, Chris Thompson.
Impossível definir o estilo de Sarah. E ela costuma dizer que prefere não
ser definida, já que apenas canta o que gosta.
Em 2001, foi lançado Classics, um cd formado pelas gravações clássicas
preferidas de Sarah, algumas regravadas especialmente para este cd, e quatro
inéditas: Ave Maria, Winter Light, Dans La Nuit e Alhambra.
O cd Encore, lançado em 2002, não foi lançado por Sarah, e sim por Andrew
Lloyd Webber, já que os direitos das gravações não pertencem a ela, e sim à
produtora de Lloyd Webber, The Really Useful Group. É uma reunião de
gravações antigas, realizadas originalmente para os cds Surrender, The Songs
That Got Away, e uma da trilha original de The Phanton Of The Opera. Apesar
da maioria já fazer parte dos outros cds, Encore contém quatro gravações
inéditas. Como a iniciativa de lançar este cd não partiu de Sarah, não se
sabe até que ponto ela concordou com o lançamento destas gravações antigas,
especialmente pelo fato do cd voltar a vincular seu nome ao de Andrew Lloyd
Webber, o que ela já vem evitando fazer há algum tempo.
Em 2003 Sarah lançou o cd Harem, inspirado em ritmos árabes, mais um "themed
album", desta vez bastante pop e dançante. No mesmo ano, lançou o dvd A
Desert Fantasy, a partir do especial de tv com o mesmo nome, com vídeos das
músicas do cd Harem. Sarah divulgou este cd pelo mundo todo, e em 2004 fez
a Harem Tour, percorrendo o mundo com shows em estádios e grandes arenas,
seu maior show até hoje. No final de 2004 foi lançado o cd The Harem World
Tour: Live From Las Vegas, seu primeiro cd gravado ao vivo, e o dvd duplo
The Harem World Tour: Live From Las Vegas, com o mesmo show.
Em 2005 e 2006,
Sarah começou a gravar um novo trabalho, de músicas inéditas, com lançamento
previsto para 2007, e próxima tour em 2008. No final de 2006, lançou THE
DIVA COLLECTION, com um cd e um dvd com seus maiores sucessos, com tour de
divulgação pelo mundo.
Sarah garante que o sucesso de seus álbuns é resultado de seu intenso
trabalho, realizado com muita dedicação, em que o ponto mais difícil é
conciliar o que ela gosta de cantar com o que o público espera ouvir. Também
confia muito em sua intuição. Costuma dizer que quando inicia uma canção,
imagina seu corpo como uma pluma flutuando no ar, e enquanto conseguir
visualizar esta pluma, é porque o resultado é o que ela esperava.
Sarah Brightman alcançou o respeito que sempre buscou, tanto da mídia quanto
da crítica e de seus fãs. Na verdade, estamos falando de uma artista
completa e maravilhosa, que com sua voz cristalina consegue harmonizar
vários estilos de música com graciosidade e bom gosto, de uma maneira única
e inigualável.
Não é à toa que seu apelido é The Angel of Music (O Anjo da Música).
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*Esta biografia foi escrita em agosto de 2002, por
Anna Lia Baudracco e Mariana Santos (Ailinel), de São Paulo, que escreveram
o texto original ao qual acrescentei alguns detalhes e informações.
A referência ao cd HAREM, obviamente, é mais recente, assim como as
informações do site oficial.
Márcia - Webmaster
This biography was originally written in Portuguese. If you are looking for
more information about Sarah, see
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You will find many sites, full of information in English.
Don't forget to take a look at
Sarah's
Official Website.
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